Start Growth combina capital e estratégia para impulsionar startups lideradas por mulheres

Marilucia Pertile

Parceria com a LogSchool mostra como investimento, orientação e mudança de modelo comercial podem contribuir para o crescimento de negócios de tecnologia

Ampliar a presença feminina nas startups exige acesso a capital, conexões e apoio para transformar produtos em negócios com capacidade de crescimento. É nesse contexto que atua a Start Growth, empresa de smart capital que combina investimento e participação na operação de marketing e vendas de startups SaaS B2B, modelo de software como serviço voltado ao mercado empresarial.

À frente da Start Growth, Marilucia Pertile aponta que as barreiras enfrentadas pelas fundadoras começam antes da apresentação de seus negócios aos investidores.

“A diferença nasce antes do pitch. Empreender e fundar uma startup são jornadas diferentes: o modelo de venture capital exige rede, acesso a capital de risco e apetite para risco alto, e esses três ativos estão distribuídos de forma desigual”, afirma.

O Brasil chegou a 10,4 milhões de mulheres donas de negócios no fim de 2025, o equivalente a aproximadamente 34% dos empreendedores, segundo o Sebrae. No universo das startups cadastradas na Plataforma Sebrae Startups, a presença feminina no quadro societário era de 18%, conforme dados de fevereiro de 2026. Os indicadores retratam bases diferentes, mas ajudam a dimensionar os desafios da participação feminina no empreendedorismo e na inovação.

Da consultoria à tecnologia: a trajetória da LogSchool

Um dos negócios apoiados pela Start Growth é a LogSchool, startup de educação corporativa fundada em Sete Lagoas, Minas Gerais. Sua cofundadora e CEO, Viviane Pimenta, transformou a experiência profissional na logística em soluções de capacitação para empresas.

Antes de empreender em tecnologia, Viviane trabalhou em grandes companhias, incluindo a Ambev, e passou a atuar com consultoria e treinamento profissional. A maternidade marcou uma mudança em sua trajetória.

“Em 2016, engravidei e precisei reduzir minhas viagens. Foi quando comecei a estudar para entender para onde caminhava a educação corporativa. Percebi que a tecnologia estava transformando esse mercado e decidi fazer a transição da consultoria tradicional para uma startup”, conta.

A aproximação com a Start Growth começou em um projeto social desenvolvido pela empresa e evoluiu para uma parceria com investimento e apoio estratégico.

Apoio da Start Growth contribuiu para mudança comercial

Inicialmente voltada à venda de treinamentos ao consumidor final, a LogSchool passou a concentrar sua atuação em soluções de educação corporativa para empresas do setor logístico. A Start Growth contribuiu para essa transição do modelo B2C, direcionado ao consumidor, para o B2B, voltado a outras empresas.

Segundo os resultados informados no caso, a LogSchool passou de cinco para seis dígitos de faturamento em 18 meses e multiplicou sua receita por 50 em dois anos.

A trajetória exemplifica a proposta de smart capital da Start Growth: combinar recursos financeiros, conhecimento e atuação próxima aos fundadores no desenvolvimento do negócio. Seu trabalho inclui estruturar operações de marketing e vendas, testar campanhas, ajustar mensagens e validar canais comerciais.

Para startups com produto validado e primeiras vendas realizadas, esse apoio busca criar condições para ampliar a base de clientes e estruturar o crescimento.

Liderança feminina precisa de acesso e referências

Para Marilucia, ampliar a participação das mulheres no setor também passa pela visibilidade de fundadoras que conseguiram desenvolver suas empresas.

“Quando a mulher não vê outras fundadoras de SaaS crescendo e chegando a uma saída, ela tem mais dificuldade de enxergar o caminho.”

A executiva destaca o conhecimento do negócio e a capacidade de adaptação entre as características observadas nas empreendedoras que avançam.

“Nas mulheres que se destacam, vejo domínio dos próprios números, disposição para testar e ajustar rápido, abertura a feedback e clareza para pedir capital com base em evidência.”

Viviane também defende iniciativas que aproximem mulheres da tecnologia e das redes de investimento. Além da atuação na LogSchool, desenvolve ações de capacitação feminina em logística e tecnologia, voltadas à qualificação profissional e à empregabilidade.

“É preciso incentivar as mulheres a estarem mais próximas da tecnologia e desse mercado novo, com capacitação, bate-papo e networking. Os grupos de investimento também precisam continuar valorizando a importância da liderança feminina.”

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A Start Growth é uma empresa de smart capital que investe em startups desde 2014. Sua atuação combina capital, estratégia e execução em marketing e vendas, com foco em startups SaaS B2B com produto validado, primeiras vendas realizadas e desafios de crescimento. A empresa trabalha próxima aos fundadores na estruturação comercial e no desenvolvimento dos negócios.

Saiba mais: startgrowth.com.br

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