Quem são os sete fundadores da Anthropic – 27/10/2026 – IA

Homem de cabelos cacheados e óculos fala segurando microfone com a mão direita, enquanto gesticula com a mão esquerda. Fundo é um degradê suave em tons de roxo.


San Fracisco

| The New York Times
A Anthropic, empresa de inteligência artificial por trás do chatbot Claude, está se preparando para abrir o capital em uma estreia que poderá avaliá-la em US$ 2 trilhões e se tornar a maior oferta pública inicial de ações da história.

Isso transformaria os sete fundadores da startup de San Francisco —que deixaram a OpenAI para criar a Anthropic, em 2021, após divergências com executivos da OpenAI sobre como a IA deveria ser desenvolvida— nos mais novos bilionários do setor de tecnologia.



Dario Amodei, CEO e co-fundador da Anthropic, durante summit de tecnologia em San Francisco

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Carlos Barria – 15.set.26/Reuters

Veja quem é quem entre os fundadores da Anthropic:

DARIO AMODEI

Amodei, 43, é o CEO da Anthropic. No último ano, entrou em conflito com o secretário de Defesa Pete Hegseth por causa do uso de IA em armas letais autônomas e na vigilância doméstica em massa. Também divergiu de outros líderes do setor de tecnologia sobre se a IA deveria ser compartilhada abertamente ou rigidamente controlada.

Em um ensaio de 3.800 palavras publicado em setembro, ele defendeu uma desaceleração global do desenvolvimento da IA. Semanas depois, teve um jantar reservado com o presidente Donald Trump e participou de um almoço oferecido pelo presidente a outros líderes da área de IA.

Amodei cresceu no Mission District, em San Francisco, com a irmã mais nova, Daniela, que também é fundadora da Anthropic. O pai deles era artesão de couro e morreu quando Dario tinha pouco mais de 20 anos. A mãe gerenciava projetos de reforma de bibliotecas em San Francisco e Berkeley, na Califórnia. Os irmãos estudaram na Lowell High School, em San Francisco.

Amodei estudou física no Instituto de Tecnologia da Califórnia e transferiu-se para a Universidade Stanford, onde concluiu a graduação. Fez doutorado em biofísica e neurociência computacional na Universidade Princeton como bolsista Hertz.

Posteriormente, retornou à região de San Francisco como pesquisador de pós-doutorado na Faculdade de Medicina de Stanford, concentrando-se em “tentar aprimorar diagnósticos e curar o câncer”, disse ele a Ross Douthat, do New York Times, em fevereiro.

Em 2014, Amodei ingressou na chinesa Baidu como pesquisador, antes de se transferir para o Google e, depois, para a OpenAI, em 2016. Na OpenAI, ocupou cargos como o de vice-presidente de pesquisa, liderando o desenvolvimento de grandes modelos de linguagem como o GPT-2 e o GPT-3.

DANIELA AMODEI

Amodei, 39, é a presidente da Anthropic. Ela administra as operações comerciais e a liderança executiva da empresa.

“Dario e eu brigamos e fazemos as pazes há quase 40 anos, porque ele é meu irmão e eu costumava roubar os brinquedos dele”, disse ela na Escola de Pós-Graduação em Administração de Stanford, em maio. “Por isso, sabemos como superar conflitos juntos.”

Amodei cursou literatura inglesa na Universidade da Califórnia em Santa Cruz. Trabalhou com desenvolvimento global em Maryland e Uganda, depois na bem-sucedida campanha do democrata Matt Cartwright para uma vaga na Câmara dos Representantes dos Estados Unidos pela Pensilvânia, em 2012, e na área de comunicação do gabinete dele em Washington.

Em 2013, ela voltou a San Francisco para trabalhar com recrutamento na empresa de pagamentos Stripe, chegando depois ao cargo de chefe de operações de risco. Ingressou na OpenAI em 2018 como gerente de engenharia, tornando-se posteriormente vice-presidente de recursos humanos e, em 2020, vice-presidente de segurança e políticas.

Seu marido, Holden Karnofsky, foi um dos fundadores do movimento do altruísmo eficaz, no qual filantropos buscam maximizar o impacto positivo de suas doações. Já adultos, os irmãos Amodei chegaram a morar juntos em uma casa compartilhada em San Francisco.

JARED KAPLAN

Kaplan, 42, é o diretor científico da Anthropic. Ele ajudou a desenvolver o método da empresa para treinar modelos a fim de alinhá-los a um conjunto de políticas e princípios escritos, chamado IA “constitucional”.

Kaplan estudou na Illinois Mathematics and Science Academy, nos arredores de Chicago. Em um evento de startups no ano passado, afirmou que passou a se interessar por física porque sua mãe era escritora de ficção científica.

Estudou física e matemática em Stanford e obteve doutorado em física pela Universidade Harvard. Kaplan conheceu Dario Amodei em meados dos anos 2000, quando dividiram carona para um evento da bolsa Hertz, recebida por ambos durante a pós-graduação.

“Passamos a maior parte do trajeto de carro conversando sobre filantropia”, disse Kaplan em um evento da Fundação Hertz no ano passado.

Ele fez pesquisa de pós-doutorado no Laboratório Nacional do Acelerador SLAC antes de trabalhar como professor associado na Universidade Johns Hopkins. Ingressou na OpenAI como consultor de pesquisa em 2019.

SAM MCCANDLISH

McCandlish, 36, é o arquiteto-chefe da Anthropic. Entre outras atribuições, concentra-se no treinamento de modelos em larga escala. Antes de assumir o cargo em outubro, era diretor de tecnologia.

McCandlish estudou matemática e física na Universidade Brandeis, onde obteve mestrado em física. Seu doutorado em Stanford concentrou-se em física teórica e matemática. Mais tarde, trabalhou como pesquisador de pós-doutorado na Universidade de Boston.

Em 2018, ingressou na OpenAI como pesquisador na área de segurança e integrou a equipe técnica que desenvolveu o GPT-3 e o Codex, uma ferramenta de programação e produtividade.

“Nenhum de nós queria fundar uma empresa —apenas sentimos que era nosso dever”, disse ele em uma mesa-redonda com os outros fundadores, publicada no canal da Anthropic no YouTube em 2024.

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TOM BROWN

Brown, 39, é o diretor de computação da Anthropic. Ele supervisiona a infraestrutura computacional usada para treinar os modelos de IA da empresa. Defensor público da expansão dos centros de dados, ajudou recentemente a liderar negociações com o governo depois que a administração determinou que a empresa suspendesse o acesso de estrangeiros a seus modelos de IA mais avançados, Fable 5 e Mythos 5.

Ele e Dario Amodei participaram, em setembro, de um almoço na Casa Branca com Trump e outros líderes da área para discutir a segurança da IA.

Brown cresceu em San Francisco e obteve os títulos de bacharel e mestre em engenharia pelo MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), onde estudou ciência da computação e ciências cognitivas.

Trabalhou em algumas startups, fundou outras e ingressou na OpenAI em 2016, como um dos primeiros 20 funcionários. Depois, saiu para trabalhar no Google, mas voltou à OpenAI em 2018 como líder de engenharia de pesquisa.

Brown morou anteriormente em uma casa compartilhada em San Francisco chamada Archive, junto com Amanda Askell, filósofa residente da Anthropic, e Benjamin Mann, que colidera a equipe Labs da empresa, responsável por testar produtos experimentais.

JACK CLARK

Clark, 38, era chefe de políticas da Anthropic, mas assumiu uma nova função em março como chefe de benefício público. Nesse cargo, criou o Anthropic Institute, um centro interno de estudos dedicado aos impactos sociais, econômicos e de segurança da IA.

Ele cresceu em Brighton, na Inglaterra, e estudou na Varndean School, na Varndean College e, depois, na Universidade de East Anglia, onde cursou literatura inglesa e escreveu para o jornal estudantil. Clark então trabalhou como jornalista de tecnologia, escrevendo para o The Register e a Bloomberg.

Quando era jornalista, conheceu Dario Amodei em uma conferência em 2015, afirmou ele na conversa publicada no canal da Anthropic no YouTube.

Clark ingressou na OpenAI em 2016 para comandar as áreas de estratégia e comunicação e, posteriormente, tornou-se diretor de políticas. Ele escreve um boletim semanal sobre IA chamado Import AI.

CHRISTOPHER OLAH

Olah, 34, lidera as pesquisas de interpretabilidade da Anthropic. Ele trabalha na engenharia reversa de redes neurais artificiais para transformá-las em algoritmos compreensíveis por seres humanos, segundo seu site pessoal.

Em maio, juntou-se ao papa Leão 14 no Vaticano para a apresentação da encíclica do pontífice, que pedia medidas de proteção diante da ascensão da IA. Durante a apresentação, Olah fez um discurso de sete minutos no qual pediu que o mundo examinasse rigorosamente o desenvolvimento da IA e “dissesse aos laboratórios quando estivermos falhando”.

Olah cresceu em Toronto e estudou na escola particular Abelard School. Aos 19 anos, foi selecionado como bolsista da Fundação Thiel e recebeu US$ 100 mil para iniciar pesquisas independentes sobre aprendizado de máquina e redes neurais.

Ele trabalhou em uma startup de impressão 3D e fez estágio no Google antes de ingressar na empresa em tempo integral, em 2015. No Google, sentava-se ao lado de Dario Amodei e também trabalhou com Brown.

Em 2016, Olah cofundou a Distill, uma revista científica sobre aprendizado de máquina com revisão por pares.

Em 2018, ingressou na OpenAI, onde liderou pesquisas de interpretabilidade para compreender e explicar o funcionamento interno e os processos de tomada de decisão dos sistemas de IA.





Fonte ==> Folha SP – TEC

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