WOLLYING: da ONU à Diplomacia Internacional, o debate sobre a violência emocional entre mulheres ganha força global

Ao longo de mais de 20 anos atuando como palestrante, especialista em Relacionamento de Excelência, Encantamento e Fidelização de Clientes, aprendi que palavras podem aproximar pessoas, fortalecer ambientes e transformar vidas. Porém, infelizmente, também podem ferir, humilhar, excluir e destruir emocionalmente.

Justamente a partir dessa reflexão sobre as relações humanas que passei a abraçar o debate sobre o WOLLYING — a violência emocional praticada por mulheres contra outras mulheres.

O tema, que durante muito tempo permaneceu silencioso e invisível, hoje começa a ocupar espaços importantes de conscientização social, jurídica e institucional.

Na condição de Diretora de Relações Internacionais do Instituto Quais de Mim Você Procura – IQDM, tivemos a oportunidade de levar o debate sobre o WOLLYING a eventos da 70ª Comissão do Status da Mulher da ONU, em Nova York no último mês de março, ampliando internacionalmente a reflexão sobre os impactos emocionais dessa prática.

O assunto também chegou ao Consulado-Geral do Brasil em Nova York, demonstrando que a preocupação com a violência emocional entre mulheres ultrapassa fronteiras sociais e passa a alcançar espaços diplomáticos e institucionais internacionais.

Mais do que denunciar comportamentos tóxicos, o debate sobre o WOLLYING busca despertar consciência, incentivar relações femininas mais saudáveis e estimular uma nova cultura baseada no respeito, na empatia e na valorização da dignidade emocional da mulher.

Contudo, é igualmente necessário reconhecer que a gravidade do tema exige atenção dos estudiosos do Direito, visando aprofundar o debate jurídico sobre a correta tipificação e responsabilização dessas condutas, quando configurada violência emocional.

O silêncio que durante tantos anos protegeu práticas do tipo começa, finalmente, a ser rompido. E talvez esse seja um dos passos mais importantes para transformar relações humanas e construir uma sociedade emocionalmente mais saudável para todas as mulheres.

Palavras podem ferir profundamente, mas também têm o poder de despertar consciências, transformar relações humanas, fortalecer sociedades e humanizar o mundo.”

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