Um povo não pede permissão para existir

Arte com bandeira de Israel ao fundo e Rav Sany discursando, com destaque para a frase “Um povo não pede permissão para existir” em celebração ao Yom Haátzmaut

Rav Sany reforça no Yom Haátzmaut a força da identidade, fé e propósito nos 78 anos da independência de Israel.

Yom Haátzmaut é a concretização das profecias vivas de um povo que, mesmo após atravessar exílios, perseguições e tentativas de apagamento, escolheu não apenas sobreviver mas construir. Há momentos na história em que um povo não pede permissão para existir. Ele se levanta. E Israel é exatamente isso: a prova de que identidade, quando enraizada na eternidade, não pode ser destruída pelas circunstâncias.

Vivemos dias intensos. O mundo se move entre conflitos, narrativas distorcidas, pressões políticas e tentativas constantes de deslegitimar a própria existência de Israel. Mas há algo que muitos ainda não compreenderam: Israel não é um acidente geopolítico, é um acontecimento histórico com profundidade milenar espiritual. Não se trata apenas de território, mas de identidade, de missão e de aliança. Como está escrito: “E estabelecerei a Minha aliança entre Mim e ti e a tua descendência depois de ti, por aliança eterna” (Genêsis Bereshit 17:7). Desde os tempos bíblicos, o povo judeu carrega uma responsabilidade que vai além de si mesmo a de sustentar valores eternos e ser luz em meio à escuridão.

O que mantém Israel de pé não é apenas sua força militar, sua inovação tecnológica ou sua capacidade econômica. Existe algo mais profundo sustentando tudo isso. É a fé de uma mãe que envia seu filho ao exército com a consciência de que ele protege não apenas um país, mas um legado. É o empreendedor que constrói soluções que impactam o mundo, movido por propósito e não apenas por lucro. É o jovem que estuda Torá dia e noite na casa de estudo e que dança com a bandeira mesmo sabendo dos desafios que cercam sua nação. Israel é o único lugar onde passado, presente e futuro coexistem de forma tão intensa e concreta.

Em tempos de guerra e tensão, quando inimigos se escondem atrás do mal do terrorismo e a verdade muitas vezes é distorcida, o povo judeu responde da mesma forma que ao longo de toda a sua história: permanecendo. Não apenas pela força das armas, mas pela força da alma. Como declara o profeta: “Não é pela força nem pelo poder, mas pelo Meu espírito” (Zecharyah 4:6). Cada ataque, cada tentativa de deslegitimação, acaba revelando algo que não pode ser destruído: a unidade que nasce na dor e se transforma em propósito. A resiliência de Israel não é circunstancial, ela é espiritual e estrutural.

Yom Haátzmaut, portanto, não é apenas uma celebração. É uma declaração. É o momento em que o povo judeu afirma ao mundo que continua aqui, que continuará aqui e que seguirá cumprindo sua missão. Não importa quantas vezes tentem apagar sua história, ela continua sendo escrita todos os dias. Não importa quantas tentativas de divisão surjam, a raiz permanece única. Não importa quantas ameaças existam, porque maior do que o medo é o propósito.

E essa mensagem não é apenas para quem está em Israel. É para todos que compreendem que identidade não se negocia, é um chamado para viver com mais verdade, mais coragem e mais propósito. Podem tentar apagar nossa história, mas jamais conseguirão apagar nossa essência, porque quando um povo sabe quem é, nem o mundo inteiro é capaz de fazê-lo esquecer.

Am Israel Chai.

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