Mediado pelo presidente da Cinema do Brasil, André Sturm, o encontro discutiu as diferentes formas de organização da indústria audiovisual contemporânea, tendências emergentes e caminhos para a internacionalização de projetos e talentos, passando pelos mecanismos de circulação e promoção.
O Diretor-Superintendente destacou também o fato de o setor audiovisual ter um forte componente empreendedor. “O negócio do audiovisual tem várias fases, vários desafios, desde roteiro, pré-produção, produção, pós-produção, distribuição e várias vertentes. Estamos aqui também para mostrar o lado de ser empreendedor, de ser dono do próprio negócio, de montar projetos, de saber realmente ter planejamento financeiro, de acessar linhas de crédito, de trabalhar realmente o negócio de forma profissional, porque ajuda no seu desenvolvimento.” E completou: “Ficamos muito felizes de poder contribuir num evento como esse, ser parceiros e somar cada vez mais”.
A Secretária da Cultura, Economia e Indústria Criativas, Marilia Marton, também participou das discussões sobre o fomento ao audiovisual. “O audiovisual, diferentemente do que a maior parte das pessoas pensa, quando chega ao cinema, está lindo; assistimos e parece que foi feito de ontem para hoje; mas sabemos que o processo do filme na tela é longo, difícil e precisa de grandes conexões”, disse.
Marilia ressaltou o papel do Estado no suporte ao setor. “Do lado do Estado, tínhamos que ser facilitadores. E para isso, era necessário envolver não só a capital, que já tem a sua política muito bem estruturada, mas também chamar outros lugares para que pudéssemos reforçar essa territorialização.”
De acordo com ela, essa política pública direcionada nasceu há alguns anos, mas foi reforçada a partir do entendimento de que, em 2023, era necessário estar estruturada para atuar em todas as vertentes da cadeia produtiva.
Ela citou iniciativas como Lei Paulo Gustavo, o programa de internacionalização CreativeSP e o programa de formação CultSP Pro.
O painel contou ainda com as contribuições da diretora-presidente da SPCine, Anna Paula Montini, que falou sobre as iniciativas do órgão como a simplificação de editais para produções de cinema, e do secretário municipal de Desenvolvimento Turístico, Econômico, Esportes, Cultura e Lazer de Joanópolis, Leonardo Giovane Gonçalves, que trouxe a visão de um município pequeno em experiências de produção em seu território.
Sobre o São Paulo Audiovisual Hub
Criado para ser um espaço de articulação, intercâmbio e fortalecimento da indústria audiovisual, o Hub visa ampliar a visibilidade das iniciativas de São Paulo tanto no Brasil quanto no exterior. O evento, que segue com atividades até o dia 12 de junho, é estruturado em três eixos principais: Capacitação Profissional, Mercado (focado em conexões e geração de negócios) e Internacionalização.
A expectativa da organização para a edição de 2026 é de um alcance expressivo, impactando diretamente cerca de 150 profissionais nas atividades formativas e reunindo aproximadamente 2 mil participantes nos debates abertos ao público.
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Fonte ==> Sebrae