ONU pede US$ 148 milhões para plano de resposta ao terremoto na Colômbia

ONU pede US$ 148 milhões para plano de resposta ao terremoto na Colômbia

A ONU lançou, nesta sexta-feira, o plano de resposta para o terremoto na Colômbia, com um apelo por US$ 148 milhões para ações de emergência. 

Segundo dados oficiais do governo, 319 pessoas morreram e cerca de 280 mil foram afetadas pelo sismo, que destruiu mais de 31 mil casas e danificou milhares de outras. Também foram afetadas escolas, centros comunitários e unidades de saúde. 

Necessidades mais urgentes

A equipe humanitária da ONU na Colômbia ressaltou que dentro do valor solicitado, US$ 82 milhões são destinados para prioridades máximas, com foco em apoiar 127 mil pessoas consideradas em situação de alta vulnerabilidade.

As necessidades mais urgentes incluem assistência à saúde, mas também alimentação e nutrição, abrigo, água, saneamento e higiene, educação de emergência e proteção.

O terremoto, ocorrido há 11 dias, agravou uma situação humanitária complexa na Colômbia. 

Milhares de famílias já enfrentavam dificuldades devido ao conflito armado e ao acesso limitado a serviços básicos, especialmente nas áreas rurais e na costa do Pacífico, onde o terremoto teve seu epicentro. 

Unicef/Augusto Pinedo
O Coliseu de Boxe em Quibdó foi adaptado como abrigo temporário para famílias afetadas pela emergência em Chocó, Colômbia

Alocações financeiras

Falando a jornalistas em Genebra, o representante do Escritório da ONU para Coordenação de Assuntos Humanitários, Ocha, Jens Laerke, explicou que o apelo complementa os esforços das autoridades nacionais e locais. A solicitação é um adendo ao plano de resposta às necessidades humanitárias já existente no país. 

Essa previsão anual envolve um orçamento de cerca de US$ 472 milhões e conta atualmente com 62% de financiamento. 

O representante do Ocha informou que a ONU já recebeu US$ 35 milhões de doadores para a resposta ao terremoto. Além disso, o Fundo Central de Resposta a Emergências, Cerf, já alocou US$ 5 milhões para intervenções vitais imediatas. 

Colaboração da ONU com as autoridades

Respondendo a perguntas de jornalistas, Laerke disse que pouco depois da ocorrência do terremoto, o Ocha recebeu uma solicitação do governo dirigida à equipe humanitária no país, sediada na capital, Bogotá. As autoridades pediram apoio, mobilização de recursos e coordenação de esforços de colaboração. 

Ele explicou que as equipes humanitárias da ONU respondem às necessidades imeditas mesmo antes da finalização de um plano de resposta. Até mesmo porque este documento depende de diversas avaliações que levam tempo.

As análises envolvem levantamento de danos e de necessidades humanitárias, além de discussões com o governo e mobilização de todos os atores envolvidos.



Fonte ==> Gazeta

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