Arquivos da Fundação Bienal, MAM, Escola Célia Helena e IEB-USP estão entre os selecionados em chamada de infraestrutura que visa higienizar, digitalizar e preservar a memória das artes no Brasil
José Tadeu Arantes | Agência FAPESP – Uma fotografia de trabalhadores diante da pintura Guernica, de Pablo Picasso (1881-1973), na Bienal de São Paulo de 1953; uma carta de próprio punho do pintor Di Cavalcanti (1897-1976); um registro das atrizes Cacilda Becker (1921-1969) e Cleyde Yáconis (1923-2013) em cena; um cartaz de cinema da lendária Companhia Vera Cruz, com Inezita Barroso (1925-2015) ao violão: esses documentos, de naturezas muito diferentes, são testemunhos de momentos importantes da história cultural brasileira. E da própria construção do Brasil como sociedade democrática e plural. Preservá-los, organizá-los e ampliar seu acesso a pesquisadores e ao público em geral são alguns dos objetivos de projetos que receberão apoio da FAPESP nos próximos anos.
Ao todo, 50 propostas foram selecionadas em duas chamadas do Programa de Apoio à Infraestrutura de Pesquisa do Estado de São Paulo (PAIP), lançadas em julho de 2025. Desse conjunto, 38 destinam-se a acervos museológicos, bibliográficos e arquivísticos e 12, a coleções biológicas, abrangendo herbários, coleções zoológicas e conjuntos de células e tecidos.
O apoio prevê a aquisição de equipamentos multiusuários, recursos para sua instalação e funcionamento, além de bolsas de Treinamento Técnico. Mais do que conservar documentos e objetos, a iniciativa busca transformar os acervos em infraestruturas de pesquisa capazes de produzir novos conhecimentos e ampliar sua circulação na sociedade.
Entre as instituições contempladas estão a Fundação Bienal de São Paulo, o Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM), a Escola Superior de Artes Célia Helena e o Instituto de Estudos Brasileiros da Universidade de São Paulo (IEB-USP). Os projetos dessas instituições envolvem desde a criação de plataformas digitais de consulta até a instalação de condições especiais de conservação para documentos particularmente vulneráveis à passagem do tempo.
Os quatro casos mostram como a preservação da memória cultural depende hoje de um trabalho que combina conhecimentos de história, arquivologia, conservação, informática e diferentes especialidades científicas.
Trabalhadores reunidos em frente à obra Guernica, de Pablo Picasso, durante a 2ª Bienal de São Paulo, em 1953, exibida na América Latina pela única vez até hoje. Picasso colaborou com os organizadores e autorizou o empréstimo da pintura, então sob a guarda do Museu de Arte Moderna de Nova York (MoMA) (foto de autor não identificado/Fundação Bienal de São Paulo)
Um arquivo que atravessa a história da arte contemporânea
A história da Bienal de São Paulo começou em 1951, quando sua primeira edição foi organizada pelo Museu de Arte Moderna. A Fundação Bienal só seria constituída formalmente em 1962. Mas, já em 1955, começava a tomar forma um conjunto documental que se tornaria o núcleo original do Arquivo Histórico Wanda Svevo, hoje um dos mais importantes centros de documentação sobre arte moderna e contemporânea da América Latina.
O núcleo é formado pela Coleção Dossiês de Artistas, que reúne aproximadamente 13 mil pastas com documentos relativos a artistas brasileiros e estrangeiros. É sobre esse conjunto, com mais de 100 mil documentos individuais, que se concentrará um dos projetos contemplados, coordenado por Lígia Fonseca Ferreira, professora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e conselheira da Fundação Bienal.
“Esses dossiês constituem o núcleo original da documentação que servia para a produção das Bienais. São anteriores à própria criação da Fundação Bienal. Com o apoio da FAPESP, pela primeira vez, será possível higienizar, identificar e digitalizar a totalidade desse conjunto”, explica Guilherme Vieira, gerente do Arquivo Bienal, oficialmente chamado de “Arquivo Histórico Wanda Svevo”, que integra a equipe do projeto.
A coleção nasceu do trabalho de Wanda Svevo (1896-1962), que foi secretária do MAM e das primeiras Bienais. Para organizar as exposições, ela reunia informações com artistas, instituições culturais, embaixadas e outras fontes. Cartas, currículos, fichas de inscrição, fotografias, desenhos, projetos e recortes de jornais eram incorporados às pastas, formando um registro das trajetórias individuais e das redes de relacionamento do mundo artístico.
“Com o passar das décadas, esses materiais adquiriram um valor histórico muito maior do que sua finalidade administrativa original. Hoje, permitem reconstruir percursos de artistas, investigar a formação de movimentos culturais e compreender as relações entre a arte brasileira e a produção internacional”, diz Vieira.
Ele conta um episódio que ilustra esse potencial. Um pesquisador procurou o arquivo em busca de informações sobre sua avó, uma artista espanhola que havia participado da 19ª Bienal de São Paulo, realizada em 1987. Ela era catalã e havia fugido da Espanha após a Guerra Civil Espanhola e a implantação da ditadura de Francisco Franco (1892-1975).
“Ao consultar os documentos, o pesquisador encontrou correspondências que revelavam tentativas anteriores da artista de participar das primeiras edições da Bienal. Eram informações que ele não havia conseguido localizar em nenhuma outra instituição. O caso mostra como documentos produzidos originalmente para organizar exposições podem, décadas depois, revelar aspectos desconhecidos de trajetórias pessoais e artísticas”, comenta Vieira.
O Arquivo Histórico Wanda Svevo reúne atualmente mais de 1,5 milhão de documentos produzidos desde 1947, além de uma biblioteca com mais de 40 mil itens. Seu acervo digital já ultrapassa 370 mil registros, entre documentos textuais, fotografias e materiais audiovisuais.
A Coleção Dossiês de Artistas já está disponível para consulta, mas parte significativa de seu conteúdo ainda depende de tratamento técnico e digitalização. O projeto prevê a higienização dos documentos, a substituição dos materiais de acondicionamento, a catalogação e a produção de reproduções digitais. O acesso público será ampliado, respeitadas as restrições decorrentes de direitos autorais. Quando não for possível disponibilizar os documentos diretamente na plataforma, os pesquisadores poderão solicitar o acesso aos respectivos dossiês digitais.
A participação de Ferreira deverá acrescentar uma dimensão importante ao trabalho de organização documental. “Além de conservar e descrever os materiais, pretendemos qualificar as informações biográficas dos artistas, incorporando, quando possível, dados sobre gênero, raça e etnia. Isso permitirá investigar, de maneira sistemática, não apenas quem participou das diferentes edições da Bienal, mas também quais grupos estiveram mais ou menos representados ao longo de sua história”, conta Vieira.
A memória de um museu que deu origem a outros
Fundado em 1948, o Museu de Arte Moderna de São Paulo completará 80 anos em 2028. Sua importância ultrapassa amplamente as obras que integram seu acervo. O MAM esteve na origem de algumas das principais instituições culturais do país, como a Bienal de São Paulo, cujas seis primeiras edições organizou, e a Cinemateca Brasileira, que nasceu como Filmoteca do MAM. Parte de sua coleção original também deu origem ao Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC-USP).
“Essa trajetória deixou um conjunto de documentos que, até agora, não contava com uma estrutura integrada de organização e acesso digital. Na verdade, o que a FAPESP possibilitará construir, com essa estrutura, é um departamento novo, que estamos chamando de Centro de Documentação e Memória, um Cedoc”, explica Cauê Alves, curador-chefe do MAM e pesquisador responsável pelo projeto.
Com recursos da ordem de R$ 1,4 milhão, o museu pretende inventariar e digitalizar sua documentação histórica, implantar uma base de dados e criar um repositório acessível pela internet. O trabalho deverá se estender por três a quatro anos. Entre os materiais guardados estão correspondências de artistas e curadores, fotografias de exposições, projetos arquitetônicos, atas de reuniões, catálogos, filmes e registros de atividades realizadas ao longo de quase oito décadas.
“Em meio a um enorme volume de documentos, há, por exemplo, desenhos da arquiteta Lina Bo Bardi [1914-1992], responsável por uma reforma do edifício. Há também fotografias de inaugurações de exposições e registros de personalidades que participaram da vida cultural paulistana. Uma dessas correspondências é uma carta enviada pelo pintor Di Cavalcanti à então diretora do MAM, Diná Lopes Coelho [1912-1982], em dezembro de 1970. Nela, o artista relaciona obras de sua coleção que poderiam integrar uma exposição retrospectiva, realizada no ano seguinte. Outro documento é o cartaz da exposição ‘A mão afro-brasileira: significado da contribuição artística e histórica’, realizada em 1988, com curadoria de Emanoel Araújo [1940-2022]. A mostra foi um marco na valorização da presença negra na história das artes visuais brasileiras”, destaca Alves.
O projeto prevê a aquisição de servidores para armazenamento e cópias de segurança, além da implantação de um sistema de gerenciamento baseado no software livre CollectiveAccess. Bolsistas e técnicos participarão do trabalho de identificação, classificação e digitalização.
“Uma preocupação adicional é preservar a documentação que já nasce em formato digital. Se antes os artistas e curadores trocavam cartas, hoje grande parte dessas comunicações ocorre por correio eletrônico e outros meios digitais. Sem procedimentos específicos de recolhimento e conservação, uma parcela importante da memória contemporânea pode simplesmente desaparecer”, pondera Alves.
“O projeto também pode abrir caminho para uma integração futura entre arquivos que hoje se encontram dispersos. Parte da história documental do MAM está no MAC da USP, e parte está na Bienal. Em uma etapa posterior, poderemos estabelecer conexões entre esses conjuntos, permitindo que pesquisadores localizem documentos relacionados, mesmo quando guardados por instituições diferentes”, pontua o pesquisador.
A perspectiva é particularmente relevante porque a história dessas instituições está profundamente entrelaçada. Pesquisar as primeiras Bienais de São Paulo, por exemplo, significa necessariamente percorrer também a trajetória do MAM.
Um portal para preservar a memória do teatro brasileiro
Diferentemente de uma pintura, uma escultura ou um livro, um espetáculo teatral existe plenamente apenas enquanto está sendo apresentado. Encerrada a temporada, o que permanece são vídeos, fotografias, textos, catálogos e as lembranças de quem participou ou assistiu à apresentação. Essa condição torna particularmente desafiadora a preservação da memória das artes cênicas.
Foi a partir dessa preocupação que a Escola Superior de Artes Célia Helena concebeu o projeto “Cena da Memória: Portal do Teatro Brasileiro” (25/24607-9), também contemplado pela FAPESP.
“Fundada em 1977, a instituição completará 50 anos em 2027. Começou como um curso voltado a jovens e adolescentes, passou pela formação profissional de atores e transformou-se em uma instituição de ensino superior, com graduação, mestrado e doutorado em artes da cena. Hoje, reúne uma comunidade de aproximadamente 400 a 500 estudantes, distribuídos entre diferentes níveis de formação, incluindo pesquisadores de várias regiões brasileiras”, informa Lígia Cortez, dirigente da instituição e pesquisadora responsável pelo projeto. De acordo com ela, a proposta nasceu da necessidade de preservar não apenas a história da escola, mas também os processos criativos e pedagógicos desenvolvidos ao longo de cinco décadas.
O ponto de partida será a organização e digitalização de parte do acervo da atriz Célia Helena (1936-1997), da escola e de suas atividades artísticas e acadêmicas. O conjunto inicialmente contemplado compreende aproximadamente 3 mil páginas de textos, cem cartazes, 2 mil fotografias e 120 itens audiovisuais, correspondentes a cerca de 200 horas de gravações. São registros de espetáculos, aulas, seminários, pesquisas, publicações e outras atividades que permitem acompanhar a evolução do teatro e de seu ensino no Brasil.
Mas a ambição do projeto vai além da própria instituição. “Nossa ideia é criar um portal capaz de receber ou estabelecer conexões com acervos de diferentes regiões do país, formando uma rede de informações sobre a história das artes cênicas brasileiras. Seria um grande centralizador da história do teatro brasileiro, que é uma arte profundamente vulnerável”, afirma Cortez.
Atriz, diretora teatral e filha de Célia Helena e Raul Cortez (1932-2006), dois nomes referenciais das artes cênicas brasileiras, ela lembra que, embora o país tenha uma tradição de grandes intérpretes, a documentação dos processos de criação teatral é frequentemente fragmentária. Enquanto o texto de uma peça pode sobreviver em livro, muitos aspectos da montagem, da direção e da interpretação dependem de registros que nem sempre foram sistematicamente preservados. A instituição pretende, assim, oferecer uma plataforma gratuita de consulta, que possa ser utilizada tanto por pesquisadores especializados quanto pelo público interessado.
“É como se fosse um núcleo, um ímã”, compara Cortez, ao descrever a possibilidade de reunir informações hoje dispersas e estabelecer conexões entre diferentes experiências teatrais. O trabalho envolverá a organização dos documentos existentes, a digitalização de materiais ainda não processados e, quando necessário, a realização de novas digitalizações para assegurar sua qualidade e conservação. O resultado esperado é uma infraestrutura que possa crescer continuamente, incorporando novos conjuntos documentais.
Os 26 álbuns de Inezita Barroso
Entre os preciosos documentos guardados pelo Instituto de Estudos Brasileiros da USP estão 26 álbuns de recortes que a cantora, atriz e pesquisadora Inezita Barroso começou a organizar ainda menina, em 1935, e continuou alimentando ao longo da vida.
Nas primeiras páginas, a própria Inezita desenhava molduras e ornamentos em torno das fotografias que colava. Mais tarde, os álbuns passaram a registrar suas atividades profissionais, reunindo cartas, programas de apresentações, anúncios, notícias de jornais e outros testemunhos de sua trajetória.
“Aqui você tem material para escrever uma biografia dela em 15 volumes”, comenta a musicóloga Flávia Camargo Toni, professora titular do IEB e pesquisadora responsável pelo projeto “Preservação e popularização do Fundo Inezita Barroso e acervos sonoros do Arquivo do Instituto de Estudos Brasileiros”.
Os álbuns somam mais de 3,3 mil páginas e constituem apenas uma parte de um acervo muito mais amplo, doado à instituição pela família da artista. Há também centenas de discos, fitas magnéticas, partituras, fotografias, livros e aproximadamente 700 diapositivos (slides), entre outros materiais ainda em processo de levantamento e catalogação.
“A diversidade dos documentos reflete a multiplicidade de interesses de Inezita, que não foi apenas cantora, mas também atriz de cinema, pesquisadora e professora de folclore. Seus registros fotográficos incluem viagens realizadas para conhecer manifestações musicais de diferentes regiões do Brasil, encontros com artistas e imagens produzidas para divulgação de filmes”, relata Toni.
Entre esses registros está um cartaz de Ângela, filme de 1951, estrelado por Eliane Lage e dirigido por Abílio Pereira de Almeida (1906-1977) e Tom Payne (1914-1996), com música de Francisco Mignone (1897-1986). Inezita aparece ao fundo, com seu violão, em um documento que testemunha sua participação no universo cinematográfico brasileiro. As partituras e os materiais de orquestra, por sua vez, documentam uma época em que as apresentações musicais no rádio e na televisão frequentemente contavam com conjuntos instrumentais ao vivo. Conservar esse patrimônio exige cuidados especiais.

Cartaz do filme Ângela, de 1951, estrelado por Eliane Lage e dirigido por Abílio Pereira de Almeida e Tom Payne, com música de Francisco Mignone, para o Estúdio Vera Cruz. Ao fundo, com seu violão, a cantora, atriz e pesquisadora Inezita Barroso (imagem: Arquivo/IEB-USP)
O IEB, fundado em 1962 por iniciativa do historiador Sérgio Buarque de Holanda (1902-1982), reúne importantes conjuntos documentais sobre a história e a cultura brasileiras, entre eles os arquivos de Milton Santos (1926-2001), Mário de Andrade (1893-1945), Guimarães Rosa (1908-1967) e Camargo Guarnieri (1907-1993). Parte desses materiais é particularmente sensível às condições ambientais. Fitas magnéticas, negativos fotográficos e outros suportes podem sofrer deterioração acelerada quando submetidos a temperaturas e níveis de umidade inadequados.
“O projeto apoiado pela FAPESP prevê, entre outras medidas, a aquisição de mobiliário especializado para uma câmara fria já existente no edifício do instituto, mas que ainda não dispõe da estrutura necessária para sua utilização plena. De acordo com a proposta, os materiais deverão ser conservados em temperaturas entre 18 °C e 21 °C, com umidade relativa do ar entre 40% e 50%, evitando oscilações que possam comprometer sua integridade”, relata Toni.
O apoio permitirá também realizar procedimentos de higienização, conservação e digitalização dos documentos. A pesquisadora ressalta que os benefícios não ficarão restritos ao Fundo Inezita Barroso. A infraestrutura adquirida poderá atender a outros conjuntos documentais do instituto, e a experiência acumulada pelos profissionais envolvidos ampliará a capacidade técnica da instituição. Ela cita como exemplo a higienização de discos de vinil, procedimento que ainda não havia sido realizado sistematicamente no IEB e que poderá beneficiar outros acervos musicais. “É a primeira vez que vamos fazer higienização de discos LPs dentro do IEB”, afirma.
Para Toni, um dos resultados mais importantes será justamente a formação de profissionais e a possibilidade de intercâmbio com outras equipes que enfrentam desafios semelhantes de conservação. Assim, o investimento destinado inicialmente à preservação de documentos de uma das principais intérpretes da música brasileira poderá produzir efeitos duradouros sobre a conservação e a pesquisa de todo um patrimônio musical.
Preservar para produzir conhecimento novo
Embora trabalhem com materiais muito diferentes, os projetos da Fundação Bienal, do MAM, da Escola Superior de Artes Célia Helena e do IEB-USP enfrentam um desafio comum: transformar conjuntos documentais acumulados ao longo de décadas em fontes de conhecimento preservadas, organizadas e efetivamente acessíveis.
O desafio não se resume à digitalização. Fotografar ou escanear um documento é apenas uma etapa de um processo que envolve identificação, classificação, descrição, armazenamento seguro e desenvolvimento de sistemas que permitam localizar e relacionar informações. Também não se trata de substituir os documentos originais por suas reproduções digitais. Em muitos casos, a preservação física exige condições ambientais rigorosas, equipamentos especializados e procedimentos de conservação que garantam a sobrevivência dos materiais.
Ao contemplar instituições culturais com perfis distintos, o programa da FAPESP reconhece que a infraestrutura necessária à produção científica não se limita a laboratórios, instrumentos de medição e equipamentos experimentais. Arquivos, bibliotecas e coleções museológicas também constituem espaços fundamentais para a pesquisa.
Além dos projetos voltados à memória cultural, os editais selecionaram 12 propostas dedicadas à infraestrutura de coleções biológicas. Entre as iniciativas aprovadas nessa área estão a expansão e transformação digital de um biobanco focado em estudos sobre o envelhecimento (Faculdade de Medicina da USP); a modernização de coleções biológicas marinhas (Instituto Oceanográfico da USP); e a estruturação de sistemas de criogenética no Institut Pasteur de São Paulo. Também serão apoiadas a análise, digitalização e disponibilização pública de acervos zoológicos e taxonômicos mantidos por instituições como o Instituto Butantan, a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e o Museu de Zoologia da USP.
A relação completa de projetos selecionados pode ser conferida em: fapesp.br/18257.
Fonte ==> Folha SP