Fim de Destiny 2 expõe ocaso da era dos games live service – 27/05/2026 – Tec

Fim de Destiny 2 expõe ocaso da era dos games live service - 27/05/2026 - Tec

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A Bungie anunciou no último dia 21 que fará, em 9 de junho, a última atualização de conteúdo do jogo multiplayer de tiro “Destiny 2”. A decisão é compreensível para um título lançado há quase nove anos, mas é também simbólica do atual momento da indústria de games.

O ocaso de um dos games “live service” de maior sucesso dos últimos anos acontece em paralelo ao esfriamento da febre dos jogos como serviço, vistos como a galinha dos ovos de ouro da indústria de games.

Diferentemente dos “jogos como produto”, em que o consumidor paga apenas uma vez para ter acesso ao conteúdo completo, os “jogos como serviço” (ou “live service”) são atualizados e ampliados rotineiramente pelos desenvolvedores, com a promessa de renderem a eles um fluxo perene de rendimento.

“World of Warcraft”, “Fortnite”, “GTA V” e a própria série “Destiny” são alguns exemplos de como um único jogo como serviço pode render bilhões de dólares para seus desenvolvedores.

Mas há também o outro lado da moeda. Ainda mais numerosas são as histórias de fracasso, como “Anthem”, “Crucible”, “Marvel’s Avengers” e “Suicide Squad: Kill the Justice League”.

Fazer um jogo como serviço é uma aposta muito arriscada. Títulos desse tipo consomem anos de trabalho e centenas de milhões de dólares, mas basta um punhado de críticas ruins para que o número de jogadores despenque e o game seja declarado um fracasso.

Ainda assim, isso não impediu muitas publicadoras de mergulhar de cabeça na febre dos games como um serviço logo após a pandemia de Covid-19.

Na época, os videogames passavam por um boom de aportes. O crescimento descomunal do setor durante o período de isolamento social e a ideia de que o metaverso (lembra dele?) seria o futuro da internet, fez com que muitos investidores de capital de risco enxergassem nos games uma aposta lucrativa.

Com dinheiro entrando por todos os lados, apostar em massa nos jogos como serviço parecia uma ideia inteligente. Foi o que fez a Sony, dona da marca PlayStation, que, em janeiro de 2022 anunciou a compra da Bungie (sim, a mesma de “Destiny”), por US$ 3,6 bilhões (R$ 18,1 bilhões).

Logo após a aquisição, a empresa anunciou em uma conferência com investidores, em maio de 2022, seu ambicioso plano de lançar dez novos jogos como serviço até março de 2025. Para isso, incumbiu alguns de seus principais estúdios (muitos deles sem experiência alguma em títulos “live service”) de criarem projetos do tipo.

Mais de um ano já se passou desde a linha de chegada traçada pela empresa, mas a Sony conta com somente dois novos jogos como serviço no seu catálogo: “Helldivers 2”, de sucesso considerável, e o recém-lançado “Marathon”, que vem sofrendo para se firmar.

Pelo caminho, ficou um rastro de projetos adiados (“Fairgame$” e “Horizon Hunters Gathering”), games cancelados (jogos live service no universo de “The Last of Us” e “God of War”, por exemplo), estúdios fechados (Bluepoint, London Studio e Firewalk Studios, para citar alguns), e pelo menos um fracasso retumbante (“Concord”).

O caso da Sony é exemplar, mas está longe de ser o único. A Sega, por exemplo, anunciou no último dia 12 que cancelou o seu “Super Game”, projeto anunciado em 2021 que envolveria diversas franquias da publicadora em um título “live service”.

De lá para cá, muita coisa mudou para pior no cenário econômico da indústria de games:

  • O crescimento do número de jogadores da pandemia não se sustentou após o fim do isolamento social;

  • A retomada da economia também resultou em uma inflação global, levando as famílias a rever seus gastos com entretenimento;

  • As ferramentas de inteligência artificial substituíram o metaverso como queridinhas do Vale do Silício e o interesse dos investidores nos games minguou.

Apesar das nuvens negras, há quem tenha se dado bem nesse período. A Capcom (de “Resident Evil”, “Street Fighter” e “Monster Hunter”, entre outros) anunciou no último dia 12 seu nono ano consecutivo de lucro recorde.

Não é por acaso. Sua fórmula de sucesso é uma cadência regular de lançamentos, com títulos para diferentes gostos, e nada de colocar todos os ovos na cesta do “live service”.


play


dica de game, novo ou antigo, para você testar

Sol Cesto

(PC)

Neste roguelike tático indie, o jogador é convidado a dominar a sorte. O game é composto por uma sequência de masmorras dispostas em um tabuleiro de 4×4. Cada casa pode ter um monstro, um tesouro ou uma armadilha, e o jogador precisa escolher uma linha para explorar, caindo aleatoriamente em uma das casas dessa linha. Ao longo de cada incursão, o herói pode receber itens que tornam mais ou menos provável cair em determinados tipos de casa e usar itens para sair de enrascadas. Ainda assim, precisará contar com a sorte ao seu lado para chegar ao final.

O jornalista recebeu uma cópia do jogo para teste.


update


novidades, lançamentos, negócios e o que mais importa

  • O CEO dos estúdios PlayStation, Hermen Hulst, confirmou em reunião interna que jogos narrativos single-player da PlayStation não sairão mais para PC e serão exclusivos para o console da marca, afirmou a Bloomberg. Títulos multiplayer, como “Marathon”, continuarão sendo publicados em outras plataformas.

  • Os planos de assinatura da PlayStation Plus por 1 mês e 3 meses ficaram mais caros no mundo todo. No Brasil, os valores subiram cerca de 13%, segundo o site Tecnoblog. A assinatura do plano Essential agora custa R$ 49,90 por mês, a do plano Extra sai por R$ 74,90 e a do plano Deluxe, R$ 86,90. As assinaturas anuais não sofreram alteração.

  • A Xbox anunciou o analista Matthew Ball como novo diretor estrategista e Scott Van Vliet, ex-Azure OpenAI, como diretor de tecnologia. As contratações fazem parte de uma reorganização liderada pela CEO Asha Sharma para fortalecer a marca.

  • A Epic Games anunciou que o jogo “Fortnite” voltou às lojas de aplicativos de dispositivos iOS no mundo todo —exceto na Austrália, onde uma questão legal ainda impede o retorno. O título estava excluído desde 2020, quando Epic e Apple iniciaram uma batalha judicial sobre as taxas e regras da plataforma.

  • O Warhorse Studios (de “Kingdom Come: Deliverance 2”) anunciou estar desenvolvendo um RPG de mundo aberto inspirado em “Senhor dos Anéis”, com orçamento estimado em US$ 100 milhões (R$ 500 milhões). O estúdio também confirmou uma nova aventura na franquia Kingdom Come.

  • A receita da Ubisoft caiu 21,8% para €1,4 bilhão (R$ 8,2 bilhões) no último ano fiscal (abril de 2025 a abril de 2026), afirmou o site GamesIndustry.biz. A empresa, que passa por uma reestruturação do seu portfólio, cancelou 7 projetos e atrasou outros 6, e projeta que a recuperação da lucratividade só virá em 2027-28.

  • A Nintendo anunciou “Pictonico!”, novo jogo mobile gratuito para iOS e Android. O título transforma fotos em minigames no estilo “WarioWare” e tem lançamento previsto para a próxima quinta-feira (28).

  • A trilha sonora original de “Doom” (1993), composta por Bobby Prince, foi incluída na Biblioteca do Congresso dos EUA, tornando-se a terceira música de videogame a receber a honraria. Antes, as músicas tema de “Super Mario Bros.” e “Minecraft” haviam sido incluídas no registro histórico.

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games que serão lançados nos próximos dias e promoções que valem a pena

27.mai

“007 First Light” (PC, PS 5, Xbox X/S)

“Echo Generation 2” (PC, Xbox X/S, PC)

“Schrödinger’s Call” (PC)

28.mai

“Crashout Crew” (PC, Xbox X/S)

“Moonsigil Atlas” (PC)

“One Move Away” (PC, PS 5, Xbox X/S, Switch 1/2)

“Pictonico!” (Android, iOS)

“Stray” (Switch 2)

“Wandering Sword” (PS 5)

29.mai

“Little Nightmares II Enhanced Edition” (Switch 2)

“Mina the Hollower” (PC, PS 5, Xbox X/S, Switch 1/2)

“My Little Puppy” (Switch)

2.jun

“Among The Sleep” (Android, iOS)



Fonte ==> Folha SP – TEC

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