Nesta terça-feira (3), a Lua ganhou um tom avermelhado ao atravessar a sombra da Terra durante um eclipse lunar total.
Eclipses lunares ocorrem quando nosso planeta se posiciona entre o Sol e a Lua, o que temporariamente impede que a luz solar atinja a superfície lunar. O episódio também costuma ser chamado de “Lua de sangue”.
Porém, só em alguns lugares do planeta o satélite natural pôde ser observado com essa coloração. E o Brasil, desta vez, não esteve nessa lista.
O que é uma Lua de sangue?
Existem diferentes tipos de eclipses lunares. O que você verá depende de quão profundamente a Lua penetra na sombra do nosso planeta, que consiste em uma parte interna mais escura conhecida como umbra e uma parte externa chamada penumbra.
Um eclipse lunar total ocorre quando a Lua inteira mergulha na umbra, durante o qual a maior parte da luz solar que ilumina a superfície lunar é bloqueada pela Terra. Mas parte da luz solar transborda pelas bordas da Terra e atravessa sua atmosfera, que dispersa mais facilmente a luz azul. Isso deixa a luz vermelha, que tem mais facilidade em atravessar a atmosfera, iluminando a face da Lua.
O quão vermelha a Lua ficará depende da composição da atmosfera durante um eclipse lunar total. Nuvens, tempestades de poeira e erupções vulcânicas podem fazer a superfície lunar parecer mais avermelhada.
Onde foi possível acompanhar o eclipse desta terça?
Esse tipo de evento pode ser visto a olho nu. A Nasa recomenda encontrar um local escuro, longe de luzes fortes, para uma melhor visualização.
Os eclipses lunares totais ocorrem em fases. Segundo a agência espacial americana, a Lua começou a entrar na penumbra da Terra, a parte externa de sua sombra, às 5h44 (horário de Brasília). Durante essa fase, a superfície lunar ficará levemente escurecida.
Às 6h50 (de Brasília), a Lua alcançou a parte mais escura da sombra da Terra, a umbra. Ao longo da hora seguinte, uma porção cada vez maior da superfície lunar deu a impressão de que estava desaparecendo.
A totalidade ocorreu quando a Lua ficou completamente envolvida pela umbra, criando o efeito de lua de sangue. Ela começou às 8h04 (de Brasília) e durou 59 minutos.
Somente em alguns pontos da Terra foi possível acompanhar essa fase:
À medida que a Lua deixa a sombra da Terra, esse processo se inverte. A superfície lunar fica mais clara e brilhante conforme a Lua sai lentamente da umbra e, depois, da penumbra. O eclipse lunar terminará às 11h23, horário em que, em alguns lugares, a Lua já terá se posto.
Em boa parte do Brasil, só foi possível acompanhar um trecho penumbral do fenômeno. As exceções são os estados do Amazonas, Acre, Roraima, Rondônia e Mato Grosso (em uma faixa oeste), de onde as pessoas puderam observar uma versão parcial do eclipse bem no início da manhã.
Quando ocorrerá o próximo eclipse?
Eclipses lunares podem acontecer várias vezes por ano, mas nem todos atingem a totalidade. De acordo com a Nasa, o próximo eclipse lunar será parcial, com apenas parte da Lua entrando na umbra da Terra. Isso ocorrerá em 28 de agosto. Ele poderá ser apreciado das Américas, da Europa e da África.
O próximo eclipse lunar total será em 2028.
Eclipses solares e lunares frequentemente ocorrem em pares, com algumas semanas de diferença entre eles. Neste ano, em 12 de agosto, um eclipse solar total será visível em partes da Islândia, Groenlândia, Portugal, Rússia e Espanha.
Fonte ==> Folha SP – TEC