Como o futebol une migrantes e indígenas em Roraima

Como o futebol une migrantes e indígenas em Roraima

Enquanto as principais seleções do planeta disputam os holofotes do futebol internacional, nos Estados Unidos, Canadá e México, um grupo de refugiados organiza um torneio especial em Roraima, no norte do Brasil.

Na capital Boa Vista, a Copa de Los Refugios reúne atletas amadores refugiados e migrantes, incluindo comunidades indígenas, para marcar as comemorações do Dia Mundial dos Refugiados.

Equipes entram em campo 

O torneio utiliza a visibilidade do futebol para promover a inclusão social e o acolhimento humanitário. 

A iniciativa é da Agência da ONU para Refugiados, Acnur, em conjunto com a Operação Acolhida, força-tarefa do governo brasileiro para coordenar o fluxo de migrantes venezuelanos na fronteira, e as organizações humanitárias AVSI Brasil e Klabu.

Na abertura das competições, em 18 de junho, quatro times masculinos entraram em quadra. 

Jardim Floresta, Rondon 1, Tuaronoko e Rondon 5 iniciaram a disputa, mobilizando atletas e torcedores em Boa Vista.

Ao todo, a Copa reúne quatro times masculinos e dois times femininos, oferecendo um espaço de lazer, esporte e convivência comunitária para dezenas de famílias refugiadas e indígenas que hoje vivem no país.

Finais masculinas e femininas marcam o Dia Mundial do Refugiado

A grande decisão do torneio faz parte do calendário oficial do Dia Mundial dos Refugiados. 

A data foi estabelecida em 2000 pela Assembleia Geral da ONU para conscientização sobre a situação de pessoas refugiadas no mundo.

O campeonato é inspirado por uma campanha global do Acnur que destaca jogadores de futebol escalados para a Copa do Mundo que também vivenciaram o deslocamento forçado em suas trajetórias de vida.

Com essa iniciativa, a agência reforça que os refugiados não devem ser vistos apenas por suas vulnerabilidades, mas sim pelo potencial de seus talentos, conhecimentos e sonhos. 

As finais das categorias masculina e feminina da Copa de Los Refugios acontecem no dia 20 de junho, consolidando o encerramento do torneiro dentro das celebrações de conscientização global.

A escolha da data reforça a mensagem do Acnur e das instituições parceiras de que o esporte é uma ferramenta direta de inclusão. 

Em Boa Vista, a união entre a agência da ONU, o governo e a sociedade civil revela que o futebol continua sendo um instrumento universal capaz de romper barreiras geográficas e sociais.



Fonte ==> Gazeta

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