A programação contou com uma experiência sensorial de degustação de cafés especiais e produtos das propriedades participantes da Rota do Café da Alta Mogiana. Em seguida, o fórum promoveu duas mesas-redondas. A primeira reuniu profissionais que atuam em rotas turísticas consolidadas e maduras no Estado de São Paulo para compartilhar experiências, apresentar casos de sucesso e inspirar os participantes com práticas já aplicadas em outros territórios.
Para a gestora da AMSC, Martha Grill, o principal objetivo do fórum foi promover a troca de experiências e construir, de forma coletiva, estratégias para impulsionar o turismo rural na Alta Mogiana. “A programação foi dividida em dois momentos. Primeiro, convidamos profissionais que atuam em rotas turísticas já consolidadas para entendermos o que está dando certo, quais desafios enfrentaram e o que podemos aprender com essas experiências. Depois, reunimos instituições, poder público, produtores rurais e todos os envolvidos no setor para identificar quais são as principais dores do turismo rural na Alta Mogiana e discutir como podemos construir soluções que promovam o desenvolvimento territorial da nossa região.”
Abrindo o ciclo de debates, a especialista Grace Santos, que atua no desenvolvimento do turismo no Circuito das Frutas, em Jundiaí, destacou a importância da troca de experiências entre regiões que já contam com roteiros turísticos consolidados. “É uma satisfação participar do início de um projeto com o potencial da Rota do Café da Alta Mogiana. O universo dos cafés especiais é apaixonante, e compartilhar experiências entre territórios fortalece todos os envolvidos nesse processo de construção.”
Durante a mesa de debates, representantes das instituições parceiras discutiram formas de ampliar a integração entre os diversos atores envolvidos no desenvolvimento do turismo regional.

Representando o Sesc São Paulo, Carolina Paes de Andrade ressaltou que iniciativas como o fórum fortalecem o diálogo e a construção coletiva. “Um encontro como esse é extremamente relevante porque promove o diálogo entre diversos setores para pensar, de forma conjunta, o desenvolvimento turístico da região. Esses espaços favorecem a construção de redes, estimulam novas parcerias e fortalecem os territórios.”
A secretária de Inovação e Desenvolvimento de Franca, Lucimara Correia do Prado, destacou que o fortalecimento do turismo rural gera impactos positivos em diversos segmentos da economia. “Quando uma pessoa visita uma fazenda para conhecer o café, ela também utiliza hotéis, restaurantes, o comércio e conhece outros atrativos da cidade. É um movimento que fortalece toda a economia local.”
Ela também lembrou que Franca ocupa atualmente a categoria B no Mapa do Turismo Brasileiro, fator que amplia as possibilidades de investimentos e desenvolvimento do setor. “Quando diferentes instituições trabalham juntas, todos ganham: produtores, empreendedores, comerciantes e toda a cadeia econômica.”
O prefeito de Itirapuã, Gerson Alves Pereira, que também participou do evento, afirmou que o turismo rural representa uma oportunidade para diversificar a renda das propriedades e valorizar ainda mais a produção agrícola da região. “Temos uma região com enorme potencial turístico. Muitos produtores podem agregar novas fontes de renda aproveitando suas propriedades para receber visitantes. Esse é um caminho que fortalece a agricultura e valoriza ainda mais aquilo que já produzimos.”
Fonte ==> Sebrae