OnlyFans: Leonid Radvinsky, dono da plataforma, morre – 23/03/2026 – Tec

Homem adulto sorrindo diretamente para a câmera em fundo neutro. Ele tem cabelo curto e barba rala, veste camiseta casual.

O dono da plataforna OnlyFans, Leonid Radvinsky, morreu de câncer aos 43 anos, de acordo com comunicado da empresa nesta segunda-feira (23).

O empresário ucraniano-americano adquiriu em 2018 a Fenix International, empresa que detém e opera a plataforma britânica de streaming. Ele permanecia como diretor e acionista majoritário da companhia até hoje.

“É com profunda tristeza que anunciamos a morte de Leo Radvinsky. Leo faleceu em paz após uma longa batalha contra o câncer”, disse a empresa em comunicado. “Sua família pediu privacidade neste momento difícil”.

Radvinsky recebia regularmente um dos maiores dividendos pagos por uma empresa privada no Reino Unido, onde o OnlyFans continuou sediado mesmo tendo sido comprado das mãos de Guy Stokely e Tim Stokely, pai e filho, que criaram a plataforma em 2016.

O dono recebeu US$ 701 milhões (R$ 3,72 bilhões) em dividendos da plataforma no ano passado. Em 2024, a quantia havia sido menor: US$ 630 milhões. Segundo a revista Forbes, sua fortuna era estimada em US$ 4,7 bilhões, o que o deixava como a 869ª pessoa mais rica do mundo.

UCRANIANO RADICADO NOS EUA

Nascido em Odessa, na Ucrânia, em 1982, o empresário mudou-se com a família para os EUA, quando ainda era criança. Ele estudou economia na Northwestern University, perto de Chicago, e se formou em 2002. Desde então, mergulhou em diversos projetos.

Antes de se tornar o único acionista da Fenix, empresa controladora da OnlyFans, ele fundou um serviço de referência de sites chamada Cybertania —os serviços de referência são endereços de internet usados para levar um visitante a outro site.

De acordo com a Forbes, o serviço ofereceu aos usuários links para senhas de conteúdo, incluindo pornografia, desde o final da década de 1990.

Ele também foi dono de um bem-sucedido negócio de webcams para conteúdo adulto antes de adquirir o OnlyFans em 2018 da família Stokely, que iniciou a empresa com um investimento de 10 mil libras (R$ 62 mil) dois anos antes.

A ferramenta tornou-se popular pelo conteúdo sexual explícito com fotos e vídeos de criadores de conteúdo, que passaram a negociar a venda de materiais exclusivos a assinantes. Segundo a BBC, os criadores ficam com 80% dos valores, e o OnlyFans, 20%.

Nos últimos dois anos, a plataforma busca se expandir para mudar a imagem e passou a se associar a criadores de conteúdo sem conteúdo sensual. Fez uma série de parcerias com esportistas famosos, como a skatista brasileira Letícia Bufoni, e buscar associar o conteúdo a outros setores de interesse dos usuários.

Radvinsky chegou a negociar com interessados na compra da plataforma. Em 2022, ele considerou abrir o capital da OnlyFans por meio de uma empresa de aquisição de propósito específico (SPAC), embora o negócio nunca tenha sido concluído. Desde 2024, suas ações na empresa estão sob custódia de um fundo fiduciário.

No ano passado, a agência de notícias Reuters informou que a Fenix International estava em negociações para vender a plataforma de conteúdo adulto a um grupo de investidores por cerca de US$ 8 bilhões, mas a identidade dos interessados não foi revelada.

Além do OnlyFans, o empresário administrava o Leo, um fundo de capital de risco que fundou em 2009, focado em investimentos em tecnologia.

Na vida pessoal, era conhecido pela discrição e havia pouca informação sobre ele. Em seu perfil no LinkedIn, ele se autodeclarava investidor de capital de risco, filantropo e empresário de tecnologia com “um interesse especial em plataformas emergentes de mídia social”.

Em seu próprio site, Radvinsky diz que passou as últimas duas décadas “construindo empresas de software e contribuindo para o movimento de código aberto”.

Segundo a BBC, ele doou para esforços de socorro na Ucrânia, após o início da guerra com a Rússia, usando criptomoeda, e o valor em termos reais da doação em 2022 chegou a mais de US$ 1,3 milhão, de acordo com o site de notícias especializado em criptomoedas CoinDesk.

Radvinsky diz que doa “uma enorme quantidade de tempo, esforço e dinheiro para causas sem fins lucrativos”, como instituições de caridade e empreendimentos tecnológicos.

Fora da programação e da filantropia, ele se dizia “um leitor ávido que está sempre pronto para uma partida de xadrez e é um aspirante a piloto de helicóptero”.

Com informações da Reuters, do Financial Times, da BBC e da AFP



Fonte ==> Folha SP – TEC

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