Em alguns casos, isso pode ser verdade. Mas a propriedade de contas não envolve apenas controle. É principalmente uma questão de logística financeira, risco e responsabilidade legal.
A verdadeira questão não é a propriedade. É quem corre o risco quando algo dá errado.
Duas abordagens para gerenciar gastos com publicidade
Quando se trata de serviços de mídia pagos, as agências são, na verdade, consultoras financeiras. Eles consultam sobre o que gastar e onde, e depois executam com a aprovação do cliente.
Existem duas maneiras de controlar isso:
- Usando a conta de anúncios existente do cliente.
- Usando uma conta de publicidade de propriedade da agência.
No primeiro modelo, o cliente concede acesso à agência e anexa seus próprios dados de pagamento. O cliente é diretamente responsável pelos gastos com mídia.
No segundo, a agência é dona da conta e utiliza um perfil de pagamento próprio. O cliente paga a agência, não a plataforma.
Superficialmente, isso parece uma questão de controle. Na prática, trata-se de quem assume o risco financeiro e operacional.
Onde as coisas realmente quebram
Depois de 12 anos na agência, estas são as causas mais comuns de gastos excessivos que já vi:
- Uma casa decimal perdida no orçamento.
- Um orçamento vitalício inserido como orçamento diário.
- Falhas de comunicação ou erros de digitação entre equipes.
- Um orçamento mal alocado para a conta errada.
Em outros casos, as contas são configuradas incorretamente:
- Local de destino definido como global em vez de restrito.
- Criativo incorreto ou desatualizado.
- Páginas de destino quebradas.
Estes não são casos extremos. São falhas operacionais rotineiras que acontecem à medida que as equipes aumentam, ficam isoladas e envolvem mais mãos no trabalho.
Existem salvaguardas, mas podem ser contornadas por falta de comunicação ou erro humano.
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Quem assume o risco quando eles quebram
Quando são usadas contas de propriedade do cliente, as agências geralmente veem isso como uma ação no melhor interesse do cliente. Também cria um amortecedor entre a agência e o custo direto dos gastos com mídia.
Mas quando algo dá errado, o dinheiro do cliente é imediatamente impactado. O cliente deve ser compensado por isso e, na verdade, existem apenas duas opções:
- Pague o cliente de volta.
- Ofereça taxas de administração reduzidas ao longo do tempo.
Ambos podem criar sérios problemas de fluxo de caixa.
Em casos extremos, pequenos erros levam a grandes consequências. A diferença entre um orçamento de US$ 1.000 e um gasto de US$ 100.000 pode ser uma casa decimal mal colocada. A diferença entre um orçamento mensal de US$ 1.000 e um gasto de US$ 30.000 pode ser um erro de configuração diário versus vitalício.
Esses cenários são dimensionados de acordo com seus clientes. As agências que gerem orçamentos maiores enfrentam uma exposição proporcionalmente maior.
Se o reembolso exigir seguro, a situação torna-se mais complexa. Reivindicações de erros e omissões podem levar meses ou até anos para serem resolvidas. Durante esse período, o capital do cliente pode ficar imobilizado, afetando suas operações.
Quando a agência possui a conta, a exposição financeira muda. A agência assume o risco imediato, mas o capital do cliente não é impactado diretamente.
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Exposição legal e gestão de riscos
Erros financeiros podem rapidamente se tornar questões jurídicas. Possíveis reivindicações incluem:
- Violação do dever fiduciário.
- Negligência.
- Deturpação fraudulenta.
Os danos podem incluir lucros cessantes, interrupção de negócios, honorários advocatícios e danos punitivos. Estes riscos existem independentemente da propriedade, mas são amplificados quando os fundos dos clientes estão diretamente envolvidos.
A proteção primária é um contrato de cliente bem estruturado. Deve definir claramente funções, responsabilidades e limites de responsabilidade, incluindo procedimentos de faturação e termos de indemnização.
O seguro faz parte da solução, mas os contratos são a primeira linha de defesa.
A compensação
Esta não é uma questão de certo ou errado. É uma questão de alocação de riscos.
Se o cliente for proprietário da conta:
- O cliente assume risco financeiro imediato.
- A agência assume riscos operacionais e legais.
Se a agência for proprietária da conta:
- A agência assume risco financeiro.
- O cliente assume o risco de transparência e acesso aos dados.
Ambos os modelos apresentam riscos. A diferença é onde está esse risco.
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A decisão
As agências costumam enquadrar as contas de propriedade do cliente como a opção mais segura e amigável ao cliente. Na realidade, esse modelo pode expor os clientes a perturbações financeiras significativas quando ocorrem erros.
Possuir a conta de publicidade transfere esse fardo. Alinha incentivos, impõe salvaguardas mais fortes e evita que o capital dos clientes seja imediatamente afetado por erros operacionais.
A questão não é qual modelo é mais seguro em teoria. É qual risco você está disposto a correr na prática.
Para muitas agências, a resposta torna-se clara à medida que os orçamentos crescem e o custo dos erros aumenta.
Fonte ==> Istoé