Mais do que apresentar ferramentas, a proposta foi mostrar onde a tecnologia pode fazer sentido dentro da rotina de uma empresa. Entre os exemplos trabalhados estiveram criação de conteúdo, marketing, qualificação de leads, análise de documentos, contratos e normas, além do desenvolvimento de sites, sistemas e aplicações adaptadas às necessidades de cada negócio.
A capacitação também trouxe exemplos de ferramentas para diferentes necessidades. Segundo Arthur Pio da Silva, que ministrou o curso, muitas empresas já experimentam a inteligência artificial, mas ainda de forma tímida.
“Hoje, muita gente usa a IA para fazer perguntas, criar um texto, uma imagem ou ter uma ideia. O grande potencial econômico aparece quando ela passa a fazer parte dos processos da empresa. Se você tem um processo bem estruturado, a IA consegue potencializar aquilo que já funciona. Se o processo está desorganizado, você pode acabar aumentando o caos.”
Da curiosidade para a prática
Entre os participantes estava a social media Victória Garcia, que já utilizava algumas ferramentas e buscou a capacitação para ampliar as possibilidades de uso na rotina profissional.
“Eu queria entrar mais nesse mundo da inteligência artificial e entender como poderia inovar na minha área. Já usava algumas ferramentas, mas o curso mostrou outras possibilidades e formas de trabalhar com elas. Pretendo aplicar principalmente na criação de conteúdo para as redes sociais.”
Para o engenheiro e agrônomo Carlos Alberto Colúcio de Solo, que atua com georreferenciamento, regularização de imóveis rurais, levantamentos topográficos e acompanhamento de obras, um dos principais ganhos está no tempo.
“A inteligência artificial pode facilitar bastante algumas atividades e economizar tempo, principalmente na preparação de documentos. Já utilizo para relatórios e para estruturar a parte teórica dos trabalhos. O curso foi uma base para começar, agora é continuar praticando e entender onde ela pode realmente ajudar.”
A engenheira civil Amanda Coletti, da Coletti Engenharia, também já tinha contato com a tecnologia e buscou novas formas de aplicá-la aos processos da empresa.
“O que mais me chamou atenção foi a possibilidade de desenvolver conteúdos utilizando diferentes ferramentas. Quero aplicar isso principalmente na divulgação da empresa e nas redes sociais. A inteligência artificial também pode contribuir muito na gestão e no planejamento das obras.”
Para Arthur, o uso responsável da tecnologia passa por uma etapa que não pode ser deixada de lado. “A inteligência artificial acelera e apoia a tomada de decisão, mas a responsabilidade continua sendo da pessoa. Tudo precisa ser revisado, porque ela pode apresentar uma resposta convincente e, ainda assim, estar errada”, comenta.
Segundo o presidente da AEASC, engenheiro Agnaldo Spaziani, o resultado do curso foi muito bom em todos os sentidos. “O conteúdo foi mais profissional, focado no uso da IA nas empresas, e conseguimos colocar em prática o que foi apresentado na teoria. Essa tecnologia já faz parte da nossa realidade e os profissionais precisam ter conhecimento para utilizá-la da melhor forma e transformar isso em benefícios para todos. O retorno que tive até agora dos participantes, inclusive de membros da diretoria da AEASC, foi muito positivo.”
Fonte ==> Sebrae