As agências das Nações Unidas na Colômbia estão apoiando o governo resposta de emergência ao terremoto de 7.4 na escala Richter, que atingiu o país na segunda-feira.
A representante da organização em Bogotá, María José Torres Macho, falou à ONU News logo após o sismo e disse que as equipes da ONU já estão a postos.
Pessoas sob escombros
Torres Macho que também ocupa o cargo de coordenadora humanitária afirmou que a organização dispõe de meios para auxiliar nos esforços humanitários nas regiões centro-oeste e ocidental do país, que foram as mais afetadas.
O sismo atingiu a Colômbia às 7h30 da manhã, horário local. Segundo agências de notícias mais de 130 pessoas morreram, mas ainda existem muitas vítimas sob os escombros. Pelos menos centenas ficaram feridas. Mas os números ainda estão sendo atualizados.
O epicentro ocorreu em San José del Palmar, no departamento de Chocó, no noroeste do país. A região de Villa del Cauca também foi afetada. O sismo foi sentido em países como Panamá, Venezuela, México e outras áreas.
A líder da ONU no país, María José Torres Macho, contou que as agências devem apoiar nas áreas de segurança alimentar, saúde, água e saneamento, bem como na proteção de crianças e famílias que precisam de socorro.
Capacidade logística
A coordenadora disse que as equipes locais em Chocó e Valle del Cauca estão avaliando as necessidades de recuperação e reconstrução, em paralelo com a resposta imediata à emergência humanitária.
Em uma rede social, o Programa Mundial de Alimentos, WFP, informou que está mobilizando a resposta de emergência com assistência alimentar e apoio financeiro às comunidades mais afetadas. Já o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, Pnud, deve apoiar com avaliações dos danos causados.
De acordo com o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários, Ocha, o sismo provocou impactos em 12 departamentos e 335 municípios da Colômbia.
Estado de calamidade nacional
Mais de 4,8 mil edificações foram danificadas e 387 destruídas. Houve desabamentos de 61 edifícios.
Serviços essenciais como eletricidade, abastecimento de água, saúde e conectividade em várias das cidades afetadas foram interrompidos. Dos sete aeroportos fechados na segunda-feira, logo após o terremoto, apenas um reabriu nesta terça-feira.
Horas após o sismo, o novo presidente do país Abelardo de la Espriella, empossado na sexta-feira passada, declarou estado de calamidade nacional.
Fonte ==> Gazeta