Depois do lançamento oficial realizado no início de junho, o Ecossistema Local de Inovação (ELI) deu mais um passo concreto em Sorocaba nesta sexta-feira (19/06), com a realização da primeira capacitação presencial do programa. A atividade reuniu representantes de diferentes instituições do território e marcou o início da fase prática da metodologia, voltada à integração dos atores e à construção conjunta de uma agenda de inovação para o município.

“Sorocaba já tem um ecossistema ativo. O ELI vem para dar método, direção e alinhamento, transformando boas conexões em ações concretas e resultados para o desenvolvimento local”, destacou.
“Esse não é um espaço para ouvir passivamente. É um processo para construir juntos, a partir das pessoas, das relações e da realidade do território”, explicou.
Ao longo da tarde, os participantes passaram por dinâmicas de interação voltadas ao fortalecimento de vínculos, à escuta ativa e ao reconhecimento das diferentes visões e papéis dentro do ecossistema. As atividades abriram espaço para reflexões sobre tempo, colaboração, alinhamento institucional e os desafios de transformar articulação em ação contínua.
O presidente do Parque Tecnológico de Sorocaba, Nelson Tadeu Cancellara, reforçou a importância do engajamento das instituições e das pessoas para o sucesso da iniciativa.
Durante a apresentação, Luiz Fernando destacou a importância de sistematizar informações para dar visibilidade ao que já acontece no ecossistema. Como exemplo, apresentou dados consolidados de um relatório anual que registrou mais de 700 eventos ligados à inovação realizados em um único ano, com impacto superior a 50 mil pessoas e mais de 3.700 horas de conteúdo. Segundo ele, esse tipo de levantamento permite que o território reconheça sua própria dimensão e evolução.

A apresentação também trouxe reflexões sobre o papel do poder público no desenvolvimento do ecossistema, com destaque para a criação de uma secretaria específica de inovação, o avanço em legislações e a implementação de ações estruturantes. O acesso a capital foi apontado como um desafio recorrente, que demandou a criação de mecanismos locais de crédito e apoio a startups vinculadas às incubadoras.
Na etapa de perguntas, os participantes dialogaram sobre a convivência entre diferentes metodologias de inovação, como ecossistemas, pactos pela inovação e parques tecnológicos. A troca reforçou que essas abordagens podem coexistir e se complementar, desde que haja comunicação, alinhamento e clareza de papéis entre os atores. Também foi discutida a formalização dos ecossistemas, com o entendimento de que a colaboração pode acontecer mesmo sem a criação de uma entidade única, desde que as instituições atuem de forma integrada.
Participaram desta primeira capacitação representantes de entidades como Obrastok, Tropeiro Valley, Secretaria da Mulher, Parque Tecnológico de Sorocaba, Universidade de Sorocaba, Unifacens, Senai Sorocaba, ABIPI, Unesp – ICTS, Brandeiras Empresarial, MOFO Workspaces, Movimento Digital Brasil para Todos, Prestime Consultoria e Treinamento Empresarial LTDA, Centro Paula Souza, PTS Incubadora Hubiz e ICT Unisotech.
Com a realização da primeira capacitação, o ELI entra oficialmente em sua fase de construção coletiva em Sorocaba. Ao longo dos próximos meses, o grupo seguirá em encontros presenciais para aprofundar o diagnóstico do território, priorizar ações e estruturar uma governança local, com foco em fortalecer o ambiente de inovação e impulsionar o desenvolvimento econômico regional.
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Fonte ==> Sebrae