2026 é o ano em que muitos jogos clássicos completam 4 décadas de vida. Isso mesmo, parece que foi ontem que franquias clássicas chegaram ao mundo nos consoles da época, como NES e Master System, ou até mesmo nos antigos fliperamas, que eram uma febre nos anos 80.
Entre elas temos por exemplo Zelda, um dos pioneiros do conceito “mundo aberto”, que é uma espécie de padrão nos jogos mais populares atualmente. Foi também nesse período que vimos a chegada de Metroid e Castlevania que, “juntos”, criaram o gênero Metroidvania, popularmente designado a jogos 2D de plataformas, onde é possível revisitar um determinado cenário.
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Além disso, também tivemos a chegada de Alex Kidd, um dos games mais marcantes da história, principalmente para quem possuía um Master System. E para te ajudar a relembrar esses clássicos, hoje o Voxel traz uma lista com jogos que estão completando 40 anos em 2026. Confira!
The Legend of Zelda
The Legend of Zelda apresentou um mundo aberto e interconectado que incentivava a exploração livre, algo raro para a época, até por conta das tecnologias limitadas dos anos 80. O game colocava o jogador no papel de Link, em uma jornada por Hyrule, combinando ação, quebra-cabeças e progressão não linear, criando uma sensação constante de descoberta e aventura.
A franquia evoluiu mantendo a essência da exploração em mundo aberto, mas também passou por uma série de reinvenções, indo do 2D ao 3D, e adotando narrativas mais elaboradas junto a mundos cada vez mais ambiciosos e encantadores. Ao longo das décadas, Zelda se consolidou como uma das séries mais influentes da história dos games, frequentemente redefinindo padrões de design e inovação, como nos dois últimos títulos da franquia que permitem ao jogador criar as mais variadas invenções.
Dragon Quest
Dragon Quest chegou ao mundo em 1986 como um dos primeiros RPGs. Ele ajudou a estabelecer as bases do gênero, com batalhas por turnos, progressão de níveis e uma narrativa simples, porém envolvente. Sua jogabilidade acessível e visual carismático tornaram o jogo um fenômeno cultural, especialmente no mercado japonês.
A partir desse primeiro título, a série manteve uma identidade consistente, refinando suas mecânicas sem romper com a tradição. Dragon Quest se tornou sinônimo de RPG clássico, influenciando incontáveis jogos e permanecendo relevante mesmo depois de tantas evoluções. Curiosamente, nos últimos anos, a franquia reinventou os primeiros jogos, dando a eles um visual 3D e um desempenho melhor.
Metroid
Metroid foi lançado para NES e se destacou por sua ambientação sci-fi, junto a uma estrutura de exploração baseada em habilidades adquiridas ao longo da jornada. O game desafiava o jogador a revisitar áreas e desvendar caminhos secretos, que poderiam ser acessados depois de adquirir um item ou perícia, criando uma experiência menos guiada e mais investigativa.
A franquia seguiu expandindo esse conceito junto com Castlevania, que também foi lançado na época e está em nossa lista, dando origem ao chamado estilo “metroidvania”. Esse gênero influenciou diretamente o design de jogos de ação e exploração em 2D e 3D. Já a série soube se reinventar, principalmente com capítulos em primeira pessoa, como o mais recente Metroid Prime 4: Beyond.
Out Run
Out Run chegou aos arcades em 1986 trazendo uma experiência de corrida diferenciada. O game era mais focado em liberdade, em cenários muito bem detalhados para a época. Ele também trazia uma trilha sonora que marcou a geração, e um sistema de múltiplos caminhos até o final. A cereja do bolo era a sensação de velocidade que ele implementou, em máquinas que muitas vezes recriaram os carros usados no jogo.
A franquia evoluiu explorando diferentes estilos de corrida e tecnologias, mantendo a identidade arcade e o clima descontraído. Porém, nenhum outro capítulo teve o mesmo sucesso do primeiro jogo. Mesmo com menos lançamentos ao longo dos anos, Out Run permanece como uma referência estética e sonora no gênero de corrida, e um dos títulos mais memoráveis da era dos fliperamas.
Castlevania
Castlevania foi lançado como um jogo de ação desafiador, ambientado em um universo gótico inspirado em histórias clássicas de terror, como Drácula. O título se destacou pelo design de fases linear, dificuldade elevada e trilha sonora marcante, colocando os jogadores no combate direto contra o próprio Drácula, seus servos e outras criaturas.
Com o tempo, a franquia passou por uma grande transformação, especialmente ao incorporar elementos de exploração e RPG, dando origem ao subgênero metroidvania, citado anteriormente. Além disso, a série foi uma das poucas que obteve sucesso em apostas ousadas, como quando iniciou uma saga 3D com Castlevania 64, e posteriormente o aclamado Lords of Shadow.
Alex Kidd in Miracle World
Alex Kidd in Miracle World se tornou um dos títulos mais emblemáticos do Master System, muito pelo fato de boa parte dos consoles terem sido vendidos com o game no aparelho. Ele era um jogo de aventura, que chamava atenção pelo seu visual muito colorido, e pela variedade de atividades no céu, no mar e na terra. Para completar, ele contava com um sistema de compra de itens, como braceletes e motos, e batalhas contra chefes com o famoso jogo Jokenpô, popularmente conhecido também como “Pedra, Papel e Tesoura”.
O personagem era uma espécie de mascote da SEGA, e chegou a ganhar outro jogos para o console, incluindo um crossover com outro clássico da empresa: Shinobi. Porém, ele foi ofuscado com a chegada de Sonic, que rapidamente assumiu o posto de “garoto propaganda”. Durante todos esses anos, diversas franquias da época foram relançadas ou ganharam novas versões, menos Alex Kidd.
Curiosamente, em 2021, foi lançado um remake do game original de 1986, chamado: Alex Kidd In Miracle World DX. Entretanto, ele foi feito por outras empresas, Jankenteam e Merge Games, sem qualquer ligação com a SEGA, provando que o personagem foi realmente descartado pela “progenitora”.
E na sua opinião, qual o melhor jogo que completa 40 anos em 2026? Conte para a gente nas redes sociais do Voxel!
Fonte ==> TecMundo
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