Uma parceria entre o Banco Mundial e a Caixa Econômica Federal promove a ampliação do uso de ônibus elétricos no país e reforça os esforços de ação climática.
Implementada pela Caixa, a Fase 1 representa um investimento de US$ 500 milhões em mobilidade urbana mais limpa e eficiente. A operação apoiará a criação de uma linha de crédito nacional para financiar a substituição de ônibus a diesel por e-buses, a modernização de garagens e redes elétricas e a oferta de assistência técnica a cidades e operadores.
Hamburgo, na Alemanha, foi uma das primeiras cidades da Europa a optar por adquirir ônibus 100% elétricos
Veículos mais limpos
Segundo o Banco Mundial, o projeto tem como objetivo melhorar a qualidade e reduzir as emissões do transporte público nas cidades brasileiras. A iniciativa apoiará a implantação de 540 ônibus elétricos e da infraestrutura de recarga correspondente.
O plano é beneficiar diretamente 1,3 milhão de moradores que estão perto de corredores de transporte público e cerca de 280 mil usuários e motoristas regulares. Veículos mais limpos e serviços mais confiáveis ajudarão a reduzir ruído, emissões de gases de efeito estufa e a poluição do ar.
“Este programa é um ponto de inflexão para o transporte urbano no Brasil. Ele vai melhorar o deslocamento diário, reduzir emissões e abrir novas oportunidades para empregos de qualidade. Ao combinar investimento em ônibus elétricos e infraestrutura com reformas institucionais e fortalecimento de capacidades, o Brasil pode atrair capital privado, fortalecer sua indústria doméstica e tornar o transporte público mais confiável e inclusivo para milhões de usuários”, ressaltou Cécile Fruman, diretora do Banco Mundial para o Brasil.
Ao estimular investimentos ao longo da cadeia de valor da mobilidade elétrica, o programa deverá gerar empregos na fabricação, operação, manutenção e serviços especializados, além de apoiar uma transição justa e inclusiva da força de trabalho, com ações voltadas à ampliação da participação de mulheres no setor.
A Caixa atuará como intermediária financeira e agência implementadora da Fase 1, alinhando a operação às metas climáticas do Brasil e aos compromissos de desenvolvimento sustentável.
Sidrônio Henrique do Banco Mundial, Brasília*
Fonte ==> Gazeta